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A realização de megaeventos no Brasil na era do conhecimento

IMPACTOS E LEGADOS GERADOS POR PROJETOS DE MEGA EVENTOS

No dia 09/05 o pesquisador do CRIE, Mauricio Rodrigues realizará a defesa de tese de seu doutorado cujo tema será o DIAGNÓSTICO DE IMPACTOS E LEGADOS GERADOS POR PROJETOS DE MEGA EVENTOS COM FOCO NOS ATIVOS INTANGÍVEIS. A defesa acontecerá no dia 09/05 ás 9h e 30min, no CT - Bloco F / sala F-125 e será realizada em inglês, não haverá tradução para o público presente. A banca avaliadora será formada por Prof. Samuel Jurkiewicz, D.Sc.- COPPE/UFRJ, Prof. Ahmed Bounfour, Ph.D. -UNIVERSITÉ PARIS-SUD, Prof. Marcos Cavalcanti, D.Sc.- COPPE/UFRJ, Prof. Alain Rallet, Ph.D. - UNIVERSITÉ PARIS-SUD, Prof. Lamartine da Costa, D.Sc.- UERJ, Prof. Sergio Lifschitz, D.Sc.- PUC-RJ.

Os mega eventos podem exercer um papel significativo no desenvolvimento local e competitividade dos países/cidades sedes. Isto se dá em função do efeito catalisador dos investimentos em infraestrutura, turismo, e no desenvolvimento da qualidade de vida/bem estar dos habitantes. Entretanto, percebe-se também a existência de potenciais impactos negativos. Com o objetivo de verificar a relação custo-benefício dos projetos de mega eventos, a maioria dos estudiosos medem os resultados ou impactos socioeconômicos tangíveis dos mesmos. No entanto, estudos mais recentes indicam que os impactos intangíveis são, potencialmente, os principais benefícios econômicos dos mega eventos.

Os intangíveis tem se tornado fatores estratégicos para a criação de valor futuro e são atualmente considerados os fatores centrais para o crescimento econômico e competitividade. Entretanto, a utilização de modelos operacionais confiáveis para avaliar os aspectos intangíveis de mega eventos ainda é obscura. Desta forma, pretendeu-se desenvolver um modelo diagnóstico para medir e avaliar os impactos de projetos de mega eventos, levando-se em consideração os ativos intangíveis. Com este fim, foi aplicado o paradigma da design science research (DSR). 

A DSR é baseada no ato de se criar uma solução prática, geralmente um artefato, para resolver problemas relevantes e complexos, levando-se em consideração o contexto no qual seus resultados serão aplicados. A partir de um processo de busca com base nas teorias existentes visa-se chegar a uma solução. Como forma de prevenir a falta de um real contexto e um objetivo bem definido para a análise dos impactos, o modelo foi desenvolvido focando-se nas intervenções realizadas na indústria do turismo no Rio de Janeiro advindas da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Partindo-se da teoria tradicional de mensuração do capital intangível, foi desenvolvido um sistema formado por um arcabouço teórico e um modelo operacional para reunir os fatores de sucesso intangíveis mais relevantes, o qual chamamos de modelo de impactos intangíveis de megaeventos (ME-I2). 

O mesmo consiste de cinco dimensões do capital intangível, cada uma incorporando um grupo de ativos, 15 no total, e 42 indicadores para medir o desempenho do projeto no desenvolvimento de tais ativos. A aplicação do modelo ME-I2 com os stakeholders do projeto gera três diferentes respostas. O grau de importância (valor relativo) de cada dimensão do capital intangível, ratings de desempenho do projeto, tanto de forma global quanto em relação à cada dimensão do capital intangível, e o valor dinâmico do capital intangível.

O modelo ME-I2 foi testado em um estudo de caso e demonstrou adequação e utilidade, emergindo como uma potencial ferramenta para prover informações para uma gestão estratégica e tomada de decisão mais efetivas, visando traduzir os impactos intangíveis em uma melhor criação de valor futuro (legados) para a cidade/pais sede. O mesmo mapeia as expectativas e percepções dos diversos stakeholders do mega evento, podendo ser uma valiosa fonte de informação em relação aos fatores de sucesso intangíveis que podem induzir competitividade e desenvolvimento local.